segunda-feira, 25 de abril de 2011

Oração da serenidade


Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar.
Coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras.

Netuno e alcoolismo

O planeta Netuno hoje transita por Peixes, seu signo de domicílio. Ambos os arquétipos têm a ver com alcoolismo e drogas e rock'n roll. Ainda bem que sabia disso ao lidar com a situação inicial do relacionamento com a alma gêmea: ele tem o Sol em Escorpião em conjunção com Netuno, na casa três do mapa natal!  Também tenho Sol em Escorpião na casa três, da comunicação e etc. Quem tem Sol na três parece muito com pessoal de Gêmeos, curioso, falante ou com veia literária ou jornalística. Fiz jornalismo na Famecos/Pucrs. Tudo o que é de escrever, publicar, editar, revisar me agrada muito.

Netuno é um dos planetas mais difíceis de lidar, compreender. Tem que ser meio na intuição, na sensibilidade, como pisar em chão que pode desabar a qualquer hora e você afundar. Os trânsitos de Netuno confundem, ele esconde. Ainda bem que esse planeta hoje está fazendo trígono com meu Sol, MAS, ao mesmo tempo, faz quadratura com meu Vênus em Sagitário (uma mulher, Vênus, me botou na justiça!)...

Fui a inúmeras reuniões de AA - Alcoólicos Anônimos, em função de curiosidade e para acompanhar o Filho de Ogum, meu namorado. Como sou sensitiva, pude sentir a egrégora dos locais com acompanhamento espiritual forte. Lá não estão somente os membros do AA, estão também entidades de luz que ajudam, desde que o alcoolista queira ser ajudado. Muitos vão por obrigação. Não têm a mínima intenção de seguir pelo menos o primeiro passo: reconhecer sua fraqueza e impotência perante o consumo do álcool, evitar o primeiro gole, hoje, agora, neste momento.

 MAIS 24 HORAS DE SOBRIEDADE

É a forma como finalizam seu depoimento em cabeceira de mesa. Sentada ali a seu lado na audiência ficava imaginando se pudesse levantar o mapa natal de todos aqueles presentes. Faria isso gratuitamente, com certeza! Certamente encontraria pontos em comum em todos os mapas natais de drogados ou alcoolistas: Netuno angular, ou conjunto com Sol ou Lua, Ascendente Peixes, ou mesmo Sol em Peixes e uma casa 12 (que lembra o arquétipo Peixes) com 800 planetas! 

Como lidar com essa energia tão sutil? O que querem os alcoolistas com seu consumo incontrolável da bebida? Autodestruição, sem dúvida nenhuma. Por que? Porque não se conhecem! Então o autoconhecimento já é um passo no controle de seu impulso de beber. 

Não sou especialista no assunto, sou coparticipante. Com seu alcoolismo também adoeci. E para as pessoas que convivem com familiar alcoolista há o Alanon, mas somente fui a uma reunião. Não gostei e não experimentei outro local. As reuniões do AA me parecem melhores e mais eficazes, pelo menos para mim.

Em minha leiga opinião de bruxa e astróloga, há alcoolistas e alcoolistas. E decidi em meu interior e como conhecedora da sutil energia do Netuno natal da alma gêmea: ele não era alcoolista! Claro que não disse isso a ele. Em consulta com o tarô de Jorge Aguer, ele também disse a mesma coisa: ele não é alcoolista! Ele é um médium sensitivo aberto, sem proteção e sem controle. Uma gigantesca esponja que absorve tudo o que é bom e o que não é. Entidades da escuridão o acompanhavam, larvas astrais grudavam nele - e ele, sem a devida proteção ou trabalho espiritual, xamânico, ou o que for, permite-se ser usado. Quantos alcoolistas que sofrem, são presos, abandonados pelos familiares, perdem emprego ou mesmo a vida sem saber que o mundo espiritual pode ajudá-los? Quantos caminham na escuridão por desconhecimento disso? Vale a pena trilhar o caminho do autoconhecimento, frequentar uma casa espírita, umbanda, batuque, xamanismo ou a igreja evangélica!

Se há um alcoolista me lendo agora, pense nisso! Faça as pazes com seu Netuno natal. Na verdade, na verdade, seu desejo é comungar com o Todo! E mais 24 horas para você!

Série alma gêmea e suas histórias

OS GATOS SE ESCONDERAM


Como já anteriormente havia falado, a questão da alma gêmea segue apenas um parâmetro: desafio! O desafio do crescimento de ambas as partes, uma retomada de consciência, principalmente a consciência espiritual. No início do relacionamento, você é uma pessoa, com o passar do tempo se tornará outra!

Uma noite, esperava-o para nosso jantar. Ele estava muito atrasado. Costumava chegar entre 18 e 19 horas. Já passava das nove da noite. Resolvi jantar sozinha. Sem saber o que pensar, lavei a louça e me preparei para dormir. Notei a inquietude dos meus gatos, pêlos meio ouriçados, andando de um lado pro outro. Confesso que também estava apreensiva.

Com o passar das horas os gatos se esconderam. Eu piscava de sono na frente da televisão. "Onde andaria ou o que teria acontecido com o namorado?", me perguntava. Então ouvi o barulho da chave abrindo a porta. Uma eternidade se passou até ele aparecer na porta do quarto. Não era ele! Seu rosto tinha um semblante estranho, ameaçador. Fumava e me olhava de modo desfocado, apoiado na porta, meio torto, cambaleante e em silêncio se foi pra cozinha. Quieta na cama, ouvi-o mexer nas panelas. Não sabia se me levantava ou se ficava ali. Onde os gatos se esconderam? Provavelmente embaixo da cama, estavam com medo da criatura estranha dentro de casa. E eu também! Fiquei ali na cama, imóvel, ouvidos atentos. Será que um café forte lhe traria de volta? Não sabia. Nunca tinha convivido com um homem embriagado. Fora o café que poderia oferecer, fiquei pensando em qual lição tinha que aprender, como bruxa, como astróloga e como mulher.

Em silêncio, depois de beliscar alguma coisa das panelas, tomou banho e veio dormir.

Naquela noite, os gatos assustados anteciparam a vinda de um estranho, acompanhado espiritualmente de entidades da escuridão. Talvez minha missão com ele devesse ser de exorcizar seus demônios, ao mesmo tempo em que exorcizava os meus.

Agora, depois do tempo do longo aprendizado sobre o alcoolismo, posso informar a quem interessar possa que esta convivência penosa com um alcolista é, sobretudo, um exercício de limites, conhecer seus próprios limites, ter a noção exata de sua tragédia particular e aprender que nessas experiências não há vítima nem algoz: há conhecimento e o amargo sabor de sua impotência em transformar essa situação.

Série alma gêmea e suas histórias

Enquanto ele dormia estirado na cama a meu lado, os gatos retornaram devagarinho, cheirando o cheiro novo do álcool. Bem possível que seus acompanhantes do inferno também ali estivessem, sentados, nos olhando na cama ou dando uma espiada no filme da tevê. Pobres seres solitários, perdidos entre um mundo e outro, no umbral, apegados a seus vícios terrestres, seus amores mal-resolvidos, seu trabalho ou estudo inacabados.

Pobres diabos!

Não sabia o quanto estaria disposta a investir nessa relação complicada, até porque a ex-mulher insistia em tê-lo de volta, garimpando em terreiras de umbanda todos os recursos mágicos para a volta do marido! Podia sentir isso no ar, na pele!

Em uma das visitas dele à mulher antiga, o velho e desgastado artifício de "segurar" marido: uma gravidez!

Bem que avisei:
- Cuidado, uma gravidez pode te fazer voltar pra casa! E dessa vez será uma menina!

Como já sabia, a previsão de nada adiantou! Ele não voltou, mas a barriga da ex continuou a crescer e seu feitiço da amarração a rolar.

Então Saturno que passeava por Touro em 98/99 dava os ares de sua desgraça, fazendo oposição a meu Sol, quadratura com minha Lua; mas prometia fluente trígono com meu Marte em Capricórnio. Meu Vênus estava soterrado por Plutão em Sagitário e Urano e Netuno em Aquário rondavam minha Lua aquariana!

QUADRO DA DOR

Era meu apartamento transado com móveis da Tok & Stock plenamente povoado pelas entidades da escuridão, fiéis acompanhantes do namorado, as demandas da mulher manipuladora, ele, com sua Lua em Libra, sem saber se ia de volta ou ficava, meus gatos que aprenderam a termer a chegada dele em casa à noite e eu!

Com alma ou sem alma, mandei-o de volta a seu antigo lar.
- Vá curtir sua filha!

Série alma gêmea e suas histórias

O MESTRE

Em meio a tanta dor, apesar da ajuda com a astrologia e da minha cigana, não sabia pra que lado me virava. Júpiter, o doador de bênçãos e graça, ainda transitava pela minha casa oito, da morte, renascimento e transformação e - iniciação! Meu mestre esperava por mim numa consulta com tarô, seu conhecimento e sabedoria. Adorava seu sotaque portenho, pois era nascido em Montevidéu. Pedi socorro!

Júpiter em Peixes nesse período já fazia trígono com meu Mercúrio em Escorpião e Urano em Câncer e Ascendente. A possibilidade de tudo se resolver era real, mas como e de que forma lidar, administrar tudo isso? Bem, mestre serve para isso mesmo. Agora, de público, agradeço a ele, Jorge Aguer, seu precioso acompanhamento dessa história de alma gêmea que começou com uma troca de lâmpada e virou num dramalhão ao estilo Globo de televisão.

Para quem quiser conhecer meu mestre, eis seu site. Se não mora em Porto Alegre, pegue o próximo võo e vem consultar com esta criatura abençoada por todos os deuses.



domingo, 24 de abril de 2011

Balas de goma & veia literária

Hummmmmmmmmm delícia! Acabei de devorar um pacotinho, afinal, é Páscoa! Feliz Páscoa a todos... se lambuze de chocolate, bombons com licor (aqueles com cereja da Kopenhagen!) Nada mais gostoso. Mário Quintana que também não ficava atrás da orgia doce da época dizia que botava o bombom fora e bebia o licor... Gosto é gosto. Já prefiro o chocolate com a cereja e o licor! As embalagens boto no lixo reciclável, claro.

A propósito do comentário do meu amigo Henrique que diz que tenho veia literária, concordo e acrescento: acho que tenho apenas uma veia mesmo, essa, literária! As outras não sei pra que servem nem mesmo se existem! Sou mulher de uma veia só! Imagine que bom isso! Para quem, como eu, tem veia literária, é bom preparar o exercício da paciência, se quiser ou inventar de publicar o que circula por essa veia. Na net dei uma pesquisada para saber o processo de publicação de um livro. Simplesmente complicado, demorado e longo! Por exemplo, a Record Editora, do Rio de Janeiro, de posse de seus originais (em papel meeeesmo!) demora cerca de uma ano para analisar sua obra... Se gostarem, publicam. Se não, não. Todas as pessoas com esta veia desconfortável também estão a meu lado na cruz da capa do blog. O orgasmo é o prazer de escrever. O calvário é a publicação. Ainda bem que hoje é dia de comer chocolate e rezar. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A LÂMPADA MÁGICA

A consulta com o tarólogo foi em abril, em junho fiz finalmente meu bori (iniciação) para meu orixá verdadeiro. Não podia mais ficar com a cabeça errada. Isso atrasa a vida! Nem queria morrer com o orixá errado na cabeça. A morte sempre anda a meu lado. Creio que ter essa consciência te ajuda muito a evoluir, crescer e a ter uma consciência maior, mais abrangente. Estamos aqui justamente para isso: evoluir!

O engraçado disso foi que, ao voltar pra casa, depois do "chão", como se costuma dizer na religião africana, não conseguia chegar em casa, literalmente. O período que fiquei na casa da mãe de santo, mudaram todas as mãos das ruas em que costumava usar para chegar em casa. Achei aquilo muito significativo - e engraçado. Demorei o dobro do tempo pra achar o caminho. Minha rua tinha dois sentidos, naquela noite do retorno, descobri uma rua com apenas um sentido! Morava num adorável apartamento térreo na rua Comendador Rheingantz. Minhas gatas me esperavam ansiosas.

Sentia-me bem, focada, centrada. Será que o relacionamento com o bruxo da acupuntura agora vai dar certo?, pensava. Os dias passaram. O moço moreno literalmente sumiu da minha vida. Ele era do orixá Xapanã, como não poderia deixar de ser. Muito poderoso.

Numa noite houve um temporal terrivel, chuva de granizo, ventania, raios e trovões. Minha mãe orixá se manifestando em toda sua beleza e poder. Amo tempestades!

Lá fora, no pátio da churrasqueira a lâmpada queimou, estourou, dentro do suporte tipo tartaruga. No outro dia, peguei uma chave de fenda pra tentar trocar o que sobrou da lâmpada. Não consegui, tava com parafuso enferrujado, emperrado. Eu precisava de luz no pátio. Pensei que tinha um tema de casa a cumprir e lembrei do colega moreno, aquele que perguntei quantas meias era pra botar na sacola.

Numa sexta-feira, final do expediente, ele concordou em trocar a lâmpada. Acompanhou-me de carona no meu carro. Sem maiores problemas, trocou a lâmpada e ficou mais tempo para um cafezinho e bate-papo.

Sentávamos na bancada da sala, naqueles bancos altos. Olhava pra ele sem entender o que sentia. O que sentia era uma poderosa atração, olhar dentro dos seus olhos e perceber que muito provavelmente já tínhamos trocado lâmpadas em outras vidas. De repente, perguntei, tomando coragem e tentando cumprir o tema de casa pra me tornar uma bruxa de verdade:
 - Não vai me beijar?

Desceu do banco alto e deslizou para minha frente. O destino foi cumprido. O tema de casa também e a descoberta da mancha ou sinal que a minha cigana tinha profetizado anos antes. Levando um susto enorme, lá estava o sinal marrom em sua parte mais íntima! Ali estava finalmente minha alma gêmea.