Imaginem 24 horas o telefone tocando, sem parar, é para enlouquecer qualquer um! Às vezes, não falava nada, algumas vezes ligação a cobrar, e a maioria das chamadas eram feitas na base de uma voz difícil de entender por ser baixa, rouca... Tive que ter um ataque de fúria e pedir por favor para não ligar mais pra minha casa! O cara doente deve ter lido no blog que menti que tinha aids, aí se enfureceu e ligou a cobrar. Viu, então não me enganei, é um cara que me conhece do face book ou do orkut... Se continuar, tomarei providências legais. Ninguém merece!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Trote
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| Trote é crime |
- É residência (e disse meu nome).
Como não respondeu mais nada, desliguei pensando que foi engano.
Estava preparando meu café da manhã, sentei-me à mesa e o telefone tocou de novo. E seguiu tocando até as duas horas da tarde. Não atendi a maioria das chamadas.
Meu telefone não tem identificador de chamadas. Tinha, mas perdeu a memória ou desconfigurou-se.
Como tenho Mercúrio em Escorpião, sempre sei quem está ligando, exceto quando se trata de trote. Fico muito irritada com isso. Há anos, quando eu não tinha celular e não existia aparelho fixo com identificador de chamadas, comprei um aparelho para plugar ao telefone que mostrava quem estava ligando. Foi muito caro. Sempre tive este problema com telefonemas anônimos, que a pessoa não fala nada, ou fala libidinosidades.
Enfim, hoje a pessoa resolveu ligar disfarçando a voz, falando bem baixo, meio rouco, mal entendia. Numa das ligações mandei a criatura trabalhar e me deixar em paz. E as ligações continuaram.
Ao meio-dia, mastigando meu almoço, atendi o telefone de novo. A intuição já me sinalizava quem era. Tirou meu número do orkut, onde o coloquei para contatos do meu trabalho de astrologia. Hoje já removi.
- Alô?
- Vamos foder?
- Bah, não posso, tenho Aids e não quero te prejudicar. - respondi desligando.
Pronto! Terminaram as chamadas. Dando risada, voltei a meu almoço.
Tem pessoas que subestimam a intuição de uma bruxa e astróloga.
domingo, 15 de janeiro de 2012
O deus grego Hermes e eu
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| Hermes, o deus grego da comunicação |
Este deus em especial tem muito a ver comigo. Na ilustração, corretamente paramentado, e eu sou a escuridão no fundo. Uma escuridão que não permite a luz. A permissão vem com o tempo e a maturidade, tem que ser cativada, seduzida, sutilmente convidada a comparecer. Se não, morre-se sem o conhecimento de si mesmo.
Hermes também conhecido como Mercúrio na mitologia romana rege o signo de Gêmeos e o de Virgem, em cada um com uma atribuição e tarefa.
Não tenho o Sol em Gêmeos nem em Virgem, muito menos ascendente ou a Lua, mas Hermes tem papel preponderante no meu mapa natal: tenho Sol, Saturno e Netuno e Roda da Fortuna na casa três, a casa zodiacal que tem analogia ao signo de Gêmeos, o terceiro signo do zodíaco.
Então neste domingo especialmente iluminado, lembrando que nasci nesse dia de preguiça e descanso, faço aqui minha oração especial ao deus Hermes, aquele que desata os nós, tanto que seu sobrenome é Trimegistos (três vezes mago). Deus mensageiro, esperto, dá nome às coisas, protege os rebanhos, as comunicações e os ladrões. Está também associado ao deus (orixá) Bará, o mensageiro; também aos exus no candomblé. Ele é rápido, voa com suas asinhas nos pés, movimenta as energias, anda sempre perto do Sol. Você nunca ouvirá alguém dizer que tem Mercúrio em oposição ao Sol em astrologia.
Decidi fazer este artigo homenageando este deus porque ele é o responsável pela existência deste blog, assim como também por todo o material já escrito e criado por mim. Sem ele, nada sou, nada conheço, nada entendo. Meu prazer em escrever é orgásmico, razão do título curioso do blog.
Meu Mercúrio está na casa quatro do mapa natal, na escuridão dessa casa, em Escorpião. E o seu, sabe onde anda?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Fome da madrugada
Já comentei sobre isso por aqui. Agora passa das 3h30min em Porto Alegre. E eu sempre lembro da Nigella assaltando a geladeira, só que dentro da minha nada há para comer. Talvez um gole de Coca, fatia de queijo velho, pão duro, alho... Então pego três colheres de leite em pó, boto na caneca com um pouco de açúcar, um pingo de água e bato até formar um creminho. É o doce para quem não tem geladeira abastecida. Rápido, saudável e mata a vontade de comer alguma coisa. Doce de leite de verdade! Experimente.
Pego a caneca com o doce branco e volto pra frente do computador. Ops! Deixei cair um pingo no teclado, entre a letra y e o 7! Volto à cozinha pra pegar um pano úmido e limpar, antes que brote um pé de leite. Aliás, acho que o leite deveria dar em árvores.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Deus e o diabo conversam na minha casa
Astrologia mantém minha lucidez
Quando a gente começa a estudar a astrologia algo muda dentro de nós, da nossa cabeça, na nossa forma de pensar e interpretar o mundo, os acontecimentos, as pessoas e a vida de modo geral. Resolver iniciar meus estudos no início dos anos 90, quando Júpiter passeava por Leão, minha casa um, foi como um banho de pétalas de rosas, um unguento para minhas feridas, principalmente aquelas das perdas gestacionais sem explicação pela medicina tradicional.
Apesar de aqui neste blog despejar minhas dores da impossibilidade da maternidade, o estudo do meu próprio mapa natal deu-me uma nova forma de olhar. O olhar e o entendimento maior da enorme generosidade de Deus, ou Deusa, a de me poupar de um sofrimento ainda maior. "Melhor tê-los perdidos", foi o que meu planeta Júpiter no Meio Céu me segredou. "Ser mãe do mundo, cuidar de pessoas, talvez seja mais gratificante do que cuidar de um ou dois filhos", Júpiter me explicou, com sua posição no alto do meu mapa natal. E isso, manteve minha lucidez e equilíbrio psíquico, o que talvez, só adquirisse depois de 10 anos de terapia.
Em minha jornada em busca de explicações do motivo de não passar pela iniciação da maternidade, razão de começar o estudo da astrologia, descobri-me mãe do mundo. Aqui do outro lado da telinha, no Face ou no Orkut também posso emprestar a você uma luz para dissipar a sua escuridão. Não sei trocar fraldas, nunca amamentei, mas, com certeza, posso alcançar seu coração com sutileza e alimentá-lo com um conhecimento do qual nunca ouviu falar. E isso agora me basta. Agradeço aos meus mestres pela paciência que tiveram comigo.
Dia do Astrólogo
Os astrólogos do Oriente
Os Três Reis Magos são personagens bíblicos que visitaram Jesus quando do seu nascimento, logo após terem avistado no céu a Estrela de Belém. Essa imagem nos é bastante conhecida e familiar. Ocorre que existem informações astrológicas contidas nesse evento que raramente são mencionadas.
O registro mais conhecido sobre os Reis Magos encontra-se na Bíblia, no Evangelho de Mateus 2:1, que os descreve como “homens que estudavam as estrelas”. O texto não menciona seu número, mas foram associados a três por causa dos diferentes tipos de presentes que levaram: ouro, incenso ou olíbano e mirra. Tal concepção surgiu no séc. VII d.C. Já a tradição oriental falava que eram doze.
Quem melhor os descreveu foi S.Beda, o Venerável (673-735 d.C.) em seu tratado “Excerpta et Colletanea”, que disse: “Melquior era um velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas e vinha de Ur, terra dos Caldeus; Baltazar era mouro, tinha quarenta anos e barba cerrada, vinha do Golfo Pérsico; e Gaspar, o mais novo, tinha vinte anos, era robusto e saíra de uma região montanhosa perto do Mar Cáspio”. Com relação aos seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melquior “O Rei é minha luz” e Baltazar “Deus manifesta o Rei”. O termo Reis também foi acrescentado mais tarde. Eles foram nomeados Reis porque antigas profecias diziam que reis prestariam homenagens ao Messias.
O fato relevante é que a palavra mago deriva do latim magus e do grego mágos e significa sábio e sacerdote da Pérsia. Os Mágoi, ou Magos, faziam parte de uma casta sacerdotal detentora de todas as ciências, inclusive as ocultas. Dedicavam-se ao estudo da Astrologia e Astronomia. Tratavam-se de sacerdotes da religião zoroástrica e teriam ligação com Balaão, contemporâneo de Moisés (Números 24:17).
Já a Estrela de Belém foi um evento astronômico com grande significado astrológico que apenas sábios, estudiosos e Astrólogos conheciam e a que essa ocorrência se referia. Mateus chamou-a a Estrela da Palestina.
A Astrologia nesse período tinha um papel muito importante no oriente médio, por isso seria natural associar um evento celeste ao nascimento de Jesus, assim como se associou um eclipse à morte de Herodes e um cometa ao assassinato de Júlio César em 44 a .C. Estrelas em movimento ou cadentes pressagiavam a morte de grandes homens ou nascimento de deuses, como Agni, Buda e Cristo.
Foi Johannes Kepler, Astrólogo, astrônomo e matemático que, em 17 de dezembro de 1603, na cidade de Praga, fez as primeiras associações astronômicas à Estrela de Belém. Ele estava observando em seu simples telescópio a conjunção de Júpiter e Saturno na constelação de Peixes. Essa conjunção fazia com que os dois planetas somassem seus brilhos e se parecessem com uma nova estrela, muito brilhante. Sendo um homem estudioso e postulante a pastor, Kepler lembrou-se do que havia lido num texto do Rab. Abravanel (1437-1508). Os Astrólogos judeus diziam que quando Saturno fizesse conjunção com Júpiter em Peixes o Messias viria. Isto porque sabiam, e os Magos também, que a constelação de Peixes era conhecida como Casa de Israel, era o signo do Messias e sinal do fim dos tempos. Júpiter era a estrela real da casa de Davi e do príncipe do mundo e Saturno, a estrela protetora de Israel, da Palestina no oriente. Assim, eles compreenderam, por meio dos significados astrológicos dos planetas e da constelação envolvidos, que o Senhor do final dos tempos havia nascido.
Essa conjunção durou cinco meses durante o ano 7 a .C. – provável ano efetivo de nascimento de Jesus – de 29 de maio a 08 de junho, de 26 de setembro a 6 de outubro e de 05 a 15 de dezembro e pôde ser vista com grande nitidez e claridade na região do Mediterrâneo. Kepler julgou ter encontrado a Estrela de Belém, mas não levou o assunto adiante.
Foi apenas em 1925 que esse tema voltou a ser estudado. O estudioso alemão Paul Schnabel encontrou registros dessa conjunção em tabuinhas de argila datadas da antiga Babilônia e do período neo-babilônico. Essas pequenas tábuas estão em escrita cuneiforme e são registros astrológicos da antiga Escola de Astrologia de Sippar (Zimbir em sumério, Sippar em assírio-babilônio), atual sítio arqueológico de duas antigas cidades da baixa Mesopotâmia e separadas por apenas sete quilômetros na Babilônia, atual Iraque. Escavações realizadas no final do séc. XIX encontraram ainda os restos de um templo e um zigurate dedicado a Shamash – deus solar, Ebabbar – e o antigo escriba da Escola de Astrologia. Atualmente, essa tabuinhas encontram-se no Museu de Berlim, Alemanha.
Enfim, os Magos, Astrólogos que eram, conheciam bastante bem o significado astrológico desse evento celeste conhecido como Estrela de Belém. Foi por isso que levaram como presentes o ouro, que representa a realeza; o incenso ou olíbano, que representa a fé, a oração que chega a Deus como a fumaça sobe aos céus (Salmos 141:2) e a mirra, resina anti-séptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remetendo à morte de Jesus.
Na Catedral de Colônia, Alemanha, existem três caixões revestidos de ouro no altar-mór, transladados da Itália no séc. XII. Desde 1164 os restos mortais ali contidos são atribuídos a Gaspar, Melquior e Baltazar.
Em várias partes do mundo os Magos são festejados e celebrados, inclusive aqui no Brasil. Sua festa é conhecida como a Festa de Santos Reis, importante manifestação cultural brasileira e celebrada todo dia 6 de Janeiro. E não por acaso, esse também é o dia em que comemoramos o Dia do Astrólogo!!
Observação: O texto é de Patrícia Valente, publicado no site Astrobrasil, em 16-12-2011.
Deixo aqui meu registro a esta data tão significativa, dando meus parabéns a todos os astrólogos, inclusive aos iniciantes, que foram escolhidos por mestres, para dar sentido a todos que buscam através do estudo da astrologia e seus mapas natais significado e ordem em suas vidas. Também àqueles que se rebelam frente às dificuldades da vida, dos que buscam respostas para saber de onde vieram, o que são e para onde vão. No final das contas, os astrólogos também são magos.
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