quinta-feira, 7 de março de 2013

Enfiem sua rosa no rabo!



Não sei que comemoração é esta, dia da Mulher, troço ridículo. entra século sai século, e todo o ano é a mesma coisa. Nada há a comemorar, pelo contrário, só temos lágrimas a derramar. Vamos abolir este dia! 

Ainda quero ver alguém inventando o Dia do Nada! Sim, porque todo o dia é dia de alguma coisa! Com certeza, essa data vou comemorar, dia de nada...

Mulheres, menstruem hemorragicamente vertendo seu sangue menstrual para lavar esta cruz podre em que nos penduraram, escravizaram, estupraram, bateram, desrespeitaram. Escorra seu sangue menstrual e manchem a rosa vermelha que tem mania de nos darem.

E sabem de uma coisa, enfiem esta rosa espinhenta no cu!

Meu dragão preferido

Foi o dragão embaixo do braço dele que me chamou a atenção. Andava pra cima e pra baixo, meio cabisbaixo, de avental azul, carregando um livrão de capa dura e um dragão, parecia inofensivo, carinha simpática, confortável. Mais de perto, notei sua testa em forma de capacete, elmo; não sorria muito, concentrado em levar e trazer documentos do almoxarifado. Enquanto isso, o dragão aproveitava o passeio.

Um dia se aproximou, vinha trazer documentos para o diretor assinar. "Seu dragão é simpático", afirmei. Ele sorriu sem entender.

- Não precisa jogar búzios, és filho de Ogum.

 Ele não entendeu.

A partir de então conheci um filho de São Jorge que domesticou seu dragão, tratando-o com água, ração e carinho. Ao contrário do santo guerreiro que mete a lança no réptil, ele prefere mantê-lo por perto e pedir carona ao próximo botequim. Bebe com o dragão e dorme em seus braços no meio da rua.

Dragão deste Ogum é bicho de estimação

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Doce Vida

Pra quem não conhece, esta é a imagem de uma das tantas fases de um joguinho viciante disponível no facebook. Jogo há meses, às vezes me irrito, mas continuo tentando até ver as doces balinhas se acomodarem num delicioso borbulhar de cores, quando então um locutor de voz grave anuncia "sugar crash", significando que seu jogo finalizou com sucesso. E você passa para a fase seguinte.

Quando me demoro muito numa determinada fase, dá vontade de desistir, mas minha curiosidade é maior: quero saber o próximo desafio. E assim, vou seguindo, jogando quase que diariamente, algumas vezes até a madrugada. Admito que muitas vezes me sinto algo depressiva, querendo suprir uma necessidade que não pode ser atendida no momento, então jogo balinhas coloridas na tentativa de me refugiar na vida doce virtual. Confesso que me dá vontade de comê-las, mas estão na tela... Também posso me sentir culpada de encher minha vida de doces, podendo engordar ou arranjar diabetes. Mas vou indo, muitas vezes comparando - como agora - o jogo com minha vida. "Você falhou, tente de novo", avisa o Candy Crush. E lá vou eu pedir vida extra para os amigos; nova chance. E aquela vida que me mandaram é rapidamente gasta e fico zerada de novo.

Assistindo a um comercial, ganha mais uma vida. Assisto. Mais uma chance. Perco de novo e a vida também. Ganhamos novas chances, uma nova vida, mas rapidamente se esboroa e voltamos à estaca zero.

E assim faço esta analogia entre o jogo viciante e minha vida com viciado em álcool. Jogamos juntos, ele me manda uma nova vida para poder continuar na doce saga, mesmo me oferecendo o que tem de mais velho, amargo e gasto, sua dependência do álcool que não tem fim. Tento de novo e de novo e de novo e de novo, até saber que a próxima fase pode ser mais difícil do que a que me encontro.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Seda e as picuinhas

Seda quer dizer Secretaria Especial dos Direitos dos Animais, órgão indispensável para frear o abandono e crueldade contra os animais. Parabenizo esta iniciativa pra lá de importante. Divulgo no face book seu trabalho e postagens, sou fã da Seda!

Só que há alguns dias atrás bateram a minha porta dois fiscais portando crachás desta entidade dizendo que fui denunciada anonimamente por deixar meu cão solto na rua, que além de bravo fazia cocô no gramado da vizinhança! O que feria a lei municipal.

Mal havia acordado, nem escovado os dentes e vestia um vestido rasgado de andar em casa. Demoro muito para acordar, somente depois da caneca de café preto e um cigarro.

Diante da visita inusitada e surrealista, acordei abruptamente! O Bola, meu cachorro SRD, cor de lentilha e olhos de azeitona, estava sentado atrás dos dois fiscais.

- Este cão lhe parece bravo, perguntei.

Eles olharam para trás e disseram que não.

- Ele latiu... - justificou um deles.

- Bem ele não é surdo-mudo... cães latem!

Lá pelas tantas, comecei a me irritar e justificar a presença do Bola na rua.

- Ele não passa o dia inteiro na rua, deixo-o sair pra fazer xixi e cocô como todos os cães soltos do condomínio, esses cuidados pelos seguranças, visitantes e abandonados... Meu Bola é mansinho e fica o tempo necessário para correr, passear e caminhar; ainda briga com o macho alfa do local que é o dono do território. Depois o coloco pra dentro de casa.

Os fiscais disseram que desta vez não iriam me multar!!!!!!!

Ora, pessoal da prefeitura de Porto Alegre, com tantas ocorrências mais importantes, vocês batem na minha casa por causa do passeio matinal do Bola!!!! Poupem gasolina!

Bola foi adotado de ninhada na praia. Ele gosta de passear, correr e caminhar... meu anjo de olhar doce! Agora um fora da lei...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O I !

Alguém saudou com um "oi" faceiro


Ontem à noite fiz a última aplicação dos imãs desse ano. Os imãs foram colocados em várias partes do meu corpo. Uma sensitiva segura nos meus pés e vai batendo enquanto outro enumera todos os órgãos que podem ter algum problema. Uma terceira pessoa coloca os imãs sobre meu corpo vestido e deitado. Quem deu o primeiro sinal foi minha glândula pineal, onde imediatamente colocaram o imã.

Neste tratamento, após a colocação dos magnetos, fica-se em repouso por uns 15 minutos. Todos se preparavam para me deixar na sala sozinha, luz apagada, quando de um canto da sala ouço um "oi", na voz de uma criança. Todos se olham como que perguntando de onde vinha o som. Eu pensei se tratar de algum aparelho que reproduz sons de outro recinto. A senhora que segurou meus pés pensou se tratar de alguma gravação. Não. Ali não havia nenhum tipo de equipamento nem criança por perto. Todos se entreolharam sem entender. Eu respondi:

- Oi, querida.

Depois que fecharam a porta e apagaram a luz chorei muito. E minha ferida sagrada começou a sangrar de novo, vindo uma avalanche de emoções e lembranças dos meus filhos perdidos. Minha ferida está descrita no artigo "Bebês mortos não choram". Mentalmente conversei com minha companhia infantil, talvez um dos filhos perdidos, talvez um anjinho que me acompanha, não sei.

A menina (falei querida por alguma razão) deve ter acompanhado meu tratamento ali sentadinha, me escutando, quando perdi perdão por não ter saúde o suficiente para levar uma gestação até o final, quatro ao todo. E depois, enquanto as lágrimas escorriam, cantei canções de roda baixinho, agradecendo pela sua manifestação e por cuidar de mim lá do outro lado, já que não pude cuidar dela aqui neste plano.

Agradeço também aos deuses que me enviaram este pequeno anjo para me dar "oi", e as três pessoas que também escutaram.

Bebês mortos não choram, mas, na verdade, não estão mortos, continuam a nossa volta para nos cuidar. Se nesta vida não pude cuidar de um filho, tenho agora a certeza que eles cuidam de mim.


sábado, 20 de outubro de 2012

Morrendo meu Sagitário ascendente anual: viva!

Faltam poucos dias para meu aniversário. Este 2011 com ascendente anual no signo de Sagitário foi pesado, pra não dizer sombrio e triste. Isso que o arquétipo do signo significa normalmente proteção dos deuses. Bem, talvez ainda esteja tendo alguma proteção, mas nunca em toda a minha vida me senti tão desamparada e com tanta sede de justiça! Pelo menos não chorei... mas, afinal, o que é chorar? Acho que minha cota de lágrimas foi gasta, não sei mais chorar, desaprendi. Em alguma parte do caminho meu chakra cardíaco teve um bloqueio. Não choro mais! E sinto falta disso, é bom pra saúde emocional e psíquica, emagrece e alivia o peso no peito. Parei de chorar. A canceriana ranhenta, rabugenta, grudenta e emotiva foi pro brejo e com ela meu coração que virou uma pequena pedra endurecida. Coração de fóssil.

Onde foi que deixei meu coração? Não sei. Com certeza não enterrei na curva do rio. Talvez em algum cemitério abandonado. Faço força para chorar. Ou mesmo gritar com lágrimas nos olhos e ter ataques de histéricos. Como aquelas cenas malditas da novela da Globo, onde a gritaria predominava. Santo Deus, obrigada por não mais ver aquelas cenas! Não vejo novelas, nem com gritos nem sem gritos. Odeio dramalhões! E mais ainda no novo aniversário que se aproxima, com ascendente anual em Aquário, coincidindo com minha casa sete interceptada. Em 2012/13, uma aquariana com sede de liberdade vai poder se expressar! E os relacionamentos em geral serão a pauta do ano. E para brindar, nem que seja com a foto, o meu uísque produzido nas Hébridas, Ilha Lewis, o que compartilho com todos. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Novo nicho no mercado diminui crimes sexuais

Imagine uma empresa de grande porte produzindo em escala gigantesca bonecas infláveis, bonecos e também réplicas de matéria plastica de crianças, bebês e de tudo quanto é bicho? Dá pra imaginar a diminuição dos crimes de pedofilia, estupro, zoofilia. Pronto! Todos, a preços módicos, poderiam guardar em seu armário de casa uma dessas réplicas e usá-las quando bem entendesse.

Não iríamos mais ler notícias de abuso sexual de crianças, nem bichos, nada! O planeta manteria sob controle as taras às custas dos modelitos de polipropileno. Esta é uma ótima idéia!