The Orgasm

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Comunidade terapêutica e os dependentes químicos

Se você é co-dependente ou o próprio que está buscando a tradicional internação de, no mínimo nove meses, em fazendas para tratar a dependência do álcool e drogas pode se preparar para um árduo e difícil caminho, munido de paciência, naturalmente, se não tem condições para pagar pelo tratamento! Na primeira tentativa, encaminhado pelo Caps - Centro de Atenção Psicossocial para Drogas e Álcool, deparamos com a situação constrangedora vivida durante entrevista com assistente social que disse:

- Pelo SUS não há vaga nessa comunidade, se tiver condições de dispor todo o mês de setecentos reais, podemos acolher agora.

- E quando se pode saber se abriu vaga, perguntou-se. Avisam...

- Não, tem que ligar todos os dias, respondeu com cara de tacho.

Ora, por favor, somos mesmo ingênuos que a precariedade, inoperância do SUS vai subsidiar um tratamento caro e longo desses! Pura ingenuidade!


Nota: se uma boa alma souber o caminho das pedras para buscar tratamento conveniado pelo SUS, por favor, deixe seu comentário.
Postado por Cristina Lewis às 19:44 0 comentários
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

A magia felina




  • Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem.

    Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.

    A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado.

    É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
    O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem.

    Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.

    Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

    O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.

    O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.

    Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.

    Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga.

    Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata.

    Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

    O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

    Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal.

    Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.

    Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

    O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem."

    O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa,

    -- normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia--

    caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer,

    pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.

    Ela ainda observa que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele.

    Ela ainda diz na palestra que o amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.

    No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia.

    Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.

    "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."

    ( The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman )

Postado por Cristina Lewis às 20:13 1 comentários
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

PERITO DO INSS DESCOBRE A CURA DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA EM APENAS 30 DIAS

Hoje, finalmente em 19 de abril, o médico perito do INSS dá como apto ao trabalho dependente químico de álcool que passou mais de 30 dias internado em unidade de hospital especializado em Porto Alegre no feliz estado do Rio Grande do Sul. Segundo o médico, o paciente está curado do alcoolismo! Viva o Brasil e sua Previdência Social de merda! Esta é uma notícia exclusiva para a medicina psiquiátrica que perde seu tempo e dinheiro fazendo tratamento de desintoxicação. A pessoa passou 40 anos de sua vida bebendo, cura-se em apenas 30 dias!

- Pode trabalhar de novo, meu filho, disse o suposto médico perito, - sem nem olhar a cara do doente.

O tacanho nem mesmo olhou o laudo do psiquiatra encaminhando para um tratamento mais longo e abrangente em comunidade terapêutica.

O tal médico que manteve em sigilo seu nome em sua estapafúrdia conclusão não consta na "Comunicação da Decisão". O perito desdisse o laudo do psiquiatra do hospital que o encaminhava à comunidade terapêutica, por, no mínimo, 9 meses para concluir o tratamento.

Em resumo 30 dias chega para tratar dependência do álcool! E no final do documento, o doente pode ingressar com pedido de reconsideração, afinal, se podemos complicar a vida do cidadão, por que vamos facilitar!

Infelizmente não acompanhei a "consulta", se assim fosse, provavelmente seria retirada da sala pelos seguranças e sairia na página de algum jornal. Viva o Brasil! País de merda! 
Peritos, bando de incompetentes

Postado por Cristina Lewis às 18:56 1 comentários
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sexta-feira, 15 de março de 2013

Cocô-dependente

Perdão pelo mau gosto na foto, mas é assim que estou me sentindo, sendo tachada de co-dependente de um alcoolista internado para fazer desintoxicação; não sei quem está mais doente, se sou eu ou ele. Aliás, de tratamento no hospital  não vi nada, apenas trocaram o álcool por outros narcóticos, diazepínicos, antidepressivos. Esse coquetel netuniano durará 30 dias, num ser humano vivendo num local deprimente, com outros pacientes num estado bem pior do que o dele. Vai ajudar... não sei. Só sei que a parte real e prática da vida ficaram por minha conta e risco, correndo pra lá e pra cá, tentando organizar a vida financeira que ficou doente também. Reunindo documentação pra levar ao banco e semana que vem entrando com papéis para o doente hospitalizado receber pelo INSS. Já posso imaginar a burocracia e a demora.

A assistente social que conseguiu a vaga para ele, não me dá retorno de nada, como se o paciente fosse uma ilha solitária em meio ao oceano. O médico psiquiatra responsável pelo coquetel de narcóticos, muito menos. E hoje, para completar, a criatura narcotizada, mesmo apresentando atestado de internação, não recebeu parte do salário, ou seja, zero! Portanto, as contas com data de pagamento para a quinzena ficarão sem pagamento! E eu, por conseguinte, sem dinheiro! Como se explica isso! Eu sei, Mercúrio está retrógrado em Peixes, mas isso ultrapassa todo o bom senso. De manhã, liguei para a assistente social e ela me perguntou:

- O que tu prefere, que ele fique bom ou pagar as contas!

- Pagar as contas, respondi de mau humor!

Vontade de entrar hospital adentro e puxar a criatura pelos cabelos! Está alheio a tudo, falando arrastado como se estivesse bêbado e eu aqui matando cachorro a grito. 

Inconcebível a atenção que dão a um e a outro não; nada, nem satisfação.

Imagino se tivesse filhos, como ficariam! Pagar as contas é maneira de falar, comprar alimentos, na verdade.

Portanto, meus amigos, a lei Maria da Penha é uma bosta ambulante, que não dá sustentação nenhuma à família do dependente químico. Os co-dependentes são merda dependentes! Acho que prefiro ter o que comer e aturar comportamento alcóolico, do que passar fome e ver o drogadito se arrastando por corredores imundos e sem assistência médica digna. E pior, cambaleando como se bêbado estivesse. 

Isso é tratamento, pergunto!
Postado por Cristina Lewis às 17:40 2 comentários
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terça-feira, 12 de março de 2013

Solidão: o dragão e eu

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Se ao menos eu tivesse o mar, mas está longe, resta-me uma rua, alguns morros à distância, paredes, casa pra limpar e contas a pagar.
Neste meu contexto atual me resta uma penca de planetas em Peixes, todos na minha casa 8, da morte, da transformação, da transcendência, regeneração e os meus recursos interiores - que, por ora, sumiram!

Alguma coisa dentro de mim foi sugada como aspirador de pó faz ao aspirar a poeira dentro de casa. Nunca me senti assim, esvaziada  como uma caixa oca.
Até mesmo a fé se equilibra com esforço para não ser sugada também. Entretanto, no fundo da alma ainda creio que sou amparada por seres que não enxergo. Sou filha amada de Oxalá, que me perseguiu durante anos até me ter de verdade e foi ele que escolheu o templo onde estaria corretamente iniciada. Aceito de coração sua proteção, assim como de Oxum. Tá... Não estou sozinha, mas o vazio dentro de casa, a falta que meu amor me faz é desnorteante, ele é como uma casa cheia, com direito a risadas de doer minha barriga ou sair correndo pro banheiro para mijar. Ele é um artista com capacidade de criar roteiros com as pequenas coisas do dia a dia. E ele me faz falta, tanto que não imaginei que pudesse sentir.

Sei que seu dragão verde-esmeralda tá ali no jardim, encolhido. Gostamos de tudo quanto é bicho, não teríamos coragem de enfiar a espada no seu coração. Conflito, paradoxo. O dragão não foi para o hospital com ele; preferiu se encolher num canto e esperar sua volta, regenerado e com controle o bastante para não mais voar com o réptil ao submundo do álcool.
Postado por Cristina Lewis às 18:54 0 comentários
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quinta-feira, 7 de março de 2013

Enfiem sua rosa no rabo!



Não sei que comemoração é esta, dia da Mulher, troço ridículo. entra século sai século, e todo o ano é a mesma coisa. Nada há a comemorar, pelo contrário, só temos lágrimas a derramar. Vamos abolir este dia! 

Ainda quero ver alguém inventando o Dia do Nada! Sim, porque todo o dia é dia de alguma coisa! Com certeza, essa data vou comemorar, dia de nada...

Mulheres, menstruem hemorragicamente vertendo seu sangue menstrual para lavar esta cruz podre em que nos penduraram, escravizaram, estupraram, bateram, desrespeitaram. Escorra seu sangue menstrual e manchem a rosa vermelha que tem mania de nos darem.

E sabem de uma coisa, enfiem esta rosa espinhenta no cu!
Postado por Cristina Lewis às 20:18 0 comentários
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Meu dragão preferido

Foi o dragão embaixo do braço dele que me chamou a atenção. Andava pra cima e pra baixo, meio cabisbaixo, de avental azul, carregando um livrão de capa dura e um dragão, parecia inofensivo, carinha simpática, confortável. Mais de perto, notei sua testa em forma de capacete, elmo; não sorria muito, concentrado em levar e trazer documentos do almoxarifado. Enquanto isso, o dragão aproveitava o passeio.

Um dia se aproximou, vinha trazer documentos para o diretor assinar. "Seu dragão é simpático", afirmei. Ele sorriu sem entender.

- Não precisa jogar búzios, és filho de Ogum.

 Ele não entendeu.

A partir de então conheci um filho de São Jorge que domesticou seu dragão, tratando-o com água, ração e carinho. Ao contrário do santo guerreiro que mete a lança no réptil, ele prefere mantê-lo por perto e pedir carona ao próximo botequim. Bebe com o dragão e dorme em seus braços no meio da rua.

Dragão deste Ogum é bicho de estimação

Postado por Cristina Lewis às 19:54 1 comentários
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