domingo, 1 de fevereiro de 2015

Hoje é o dia consagrado à Iemanjá, a Grande Deusa que merece viver em mares livres de lixo

Dia 2 de fevereiro é dia de homenagear a grande deusa das águas, arquétipo do feminino por natureza, a grande mãe; também podemos associá-la à deusa Ísis. Mãe de todos os orixás, aquela que acolhe e sempre recebe de braços abertos os filhos de fé.
Não sou filha de Iemanjá, mas a cultuo com respeito porque amo seu reino, o mar.
Quando morei na beira da praia minha iniciação com a deusa dos mares, reino que amo por seus mistérios e profundidades abissais, semanalmente com vários sacos de lixo nas mãos, recolhia da areia tudo o que podia interferir e ferir os seres que ali viviam. Cordas, garrafas quebradas, sacolas plásticas, restos de rede de pesca, embalagens e todo o lixo que o ser humano deixa na praia. Mais do que ofertar eu limpava a casa de Iemanjá. E isso me dava profunda satisfação e alegria. Assim como a deusa cuida de mim, também posso contribuir cuidando da casa dela.
Leve flores sem espinho, expresse sua fé e gratidão, faça pedidos. Iemanjá é dona do pensamento, portanto, permita-se cultivar bons pensamentos e livre-se da negatividade e maledicência. Aprenda acolher generosamente todo o ser vivo. Feliz dia de consciência global, pureza do coração e fraternidade.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Reflexão aquariana


Se me fosse dada a permissão ao conselho:

Diria para que grites. Fale o mais alto que puder. 
Ao menos uma vez.
Seja indelicado, frio. Diga o que não deve ser dito. Tome o salvo conduto do erro, ao qual padece a humanidade.
Fique sujo, inquieto. Não aceite a dor do irreconhecível. Escale uma montanha quando o corpo não permitir. E cante uma canção proibida, na mesa de família.
Entregue o jogo, pelo simples prazer da autodestruição. Ranja os dentes, e diga sua palavra mais suja, no púlpito.
Erre mais de uma vez o mesmo erro, e delicie-se com o resultado.
Faça o que nem veio à cabeça. Perca o controle. Esmurre algo sólido, duro. Sangre.
Exponha-se ao ridículo, desafine. Fique sem palavras, e não cale. Passe a vez, desista. Force a barra.
Engorde. Aproveite a feiura de um dia ruim. Tenha um prazeroso desafeto, excomungue.
Maltrate-se e trate-se como for. Finja de morto.
Suba, ao descer. Faça o contrário. Seja óbvio e torpe. Ria.
Disque um número qualquer, e dê notícias. Seja inconveniente, pesado. E abandone. Largue o que for de vidro. Recorte-se.

E morra. Ao menos uma vez.

Texto de Jonas Lewis

Oficial de justiça: inadequação ao se identificar

MAIS UM RELATO DAS MINHAS DESVENTURAS EM SÉRIE

Seguramente, a justiça brasileira é uma piada; naturalmente seguindo os parâmetros do governo ou desgoverno brasileiro. Elas se combinam perfeitamente, como a mão e a luva; ou a foice e o martelo.

Para quem não acompanha esse blog que foi exaustivamente copiado e bloqueado, tenho histórias absurdas que se relacionam a uns três processos judiciais. Acredito que em fase final de conclusão e arquivamento, já que aqui informo publicamente QUE NÃO POSSUO BENS MÓVEIS OU IMÓVEIS E MINHA CONTA BANCÁRIA ACOMODA MEU BENEFÍCIO que dá pra pagar picuinhas do cotidiano, comprar arroz, feijão, sal e açúcar; vez em quando uma passadinha numa loja pra comprar calcinhas.

Portanto, não me processe!

Meus bens não são passíveis para indenizar ninguém, já que se tratam de valores morais, como honestidade, coerência, justiça, bondade, compaixão, inspiração, criatividade e verdade. Meu diploma de bacharel em Comunicação Social, especialização em jornalismo; meus estudos sobre ocultismo, magia e astrologia e minhas habilidades psíquicas: isso ninguém pode me tirar.

Então pela segunda vez, devido a um processo sem eira nem beira, advogados se prestam pra tudo, devidamente remunerados, hoje uma senhora que se identificou como oficial de justiça lá da calçada em frente a minha casa, em alto e bom som para quem quisesse ouvir. Essa cidadã, presumivelmente preparada para exercer tal cargo, recusou-se a entrar e manter minha privacidade longe dos ouvidos dos vizinhos. Seguiu - para minha raiva - a falar alto sobre os bens que provavelmente teria.

- Não tenho bens em meu nome! - disse em resposta a essa situação desrespeitosa e constrangedora.
Não sei de que inferno essa criatura mal educada saiu.

Então mais uma vez reforço aos meus algozes sem miolos ou decência: não tenho nada para que possa indenizá-los. E volto a enfatizar que a processada é a vítima. Inversão de valores é a coisa mais corriqueira neste país caminhando a passos largos para o ultrapassado e vil comunismo. 
Oficial de justiça também é cúmplice na indústria jurídica exitosa dos "danos morais", inclusive para os que não tem moral nenhuma e batalham sob os auspícios do poder judiciário pra ganhar um dinheirinho às custas dos outros, bem à moda brasileira. Isso é nojento!

sábado, 4 de outubro de 2014

Deuses não usam toga

Juiz no Brasil não se acha um Servidor Público. Se acha Deus

O juiz brasileiro considera-se a autoridade máxima e competente para dizer a verdade dos fatos que está em um processo, mas não se sente um prestador de serviço. Ele não se interessa, por exemplo, se está resolvendo problema social, se está produzindo custo social ou se sua decisão está afetando vidas humanas de forma definitiva.

Normalmente, o juiz brasileiro sente-se tão superior, mas tão superior aos outros, que parece viver em um mundo à parte. Parece estar em uma órbita celestial distante anos-luz do planeta em que vivemos. É tão prepotente e arrogante em suas decisões que eu desconfio, sinceramente, que ele não se veja como "humano".

juiz-brasil-corporativismo

Juiz no Brasil confunde prestar justiça e fazer justiça. Não é atoa que as maiores instituições de justiça no país estão distantes da população, longe dos anseios democráticos e legítimos de seu povo. E não é atoa também que as corregedorias que deveriam investigar os juízes não funcionam - "Até as pedras sabem que elas não investigam" teria dito o próprio Gilmar Mendes.

A decisão que validou o poder de investigação do CNJ foi um golpe nesta "mentalidade" dos juízes, mas ainda está longe de representar uma vitória definitiva sobre o corporativismo.

A professora Luciana Gros, da Escola de Direito da FGV (SP), disse em recente entrevista ao Valor que "só a democratização do poder é capaz de reverter a queda do prestigio das instituições no Brasil". Concordo inteiramente com ela. E torço e rezo todos os dias – já quase sem esperanças – que isto de fato aconteça.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Engolindo sapos

Eu podia estar lambendo um sorvete de morango, comendo uma pizza de alho e óleo, macarrão chinês, bacalhau à portuguesa, pintando os lábios, fumando um cigarro, tomando um café, beijando meus gatos, meu marido... eu podia, mas segue a fase de perseguição de semi-deuses ou de humilhação... parece que isso nunca vai terminar, meus deuses! Poderia transformar o sapo que estou prestes a engolir num príncipe encantado. Poderia. Me recuso a engolir sapos!