terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Queima a bruxa!




Queimem a bruxa desgraçada, infeliz, impedida de ser normal e de ser bruxa. Queimem essa que vos escreve indignada por sentir os pés arderem no fogo começando.


Toca fogo nessa mulher infame que ousa quebrar regras e dar nome aos porcos. Queima a mulher que beija a bunda do Satanás no meio do mato.


Queima seu blog e gatos na mesma fogueira. Puna-a por ter coragem e ousadia de defender seu espaço sagrado, seus direitos de cidadania. Queime-a porque em protesto pelos galhos arrancados do pessegueiro foi apontada como louca e processada.


Queime na fogueira do preconceito e da ignorância, bruxa perversa. Queime com sofrimento de ter sua privacidade violada. Queima a bruxa pobre!


Risca o fósforo, senhor juiz de direito. Bota fogo! Google, segura o braço da autoridade, ajude!


Consuma na fogueira da discriminação. Seja a excluída agora pelo fogo das vaidades e dos egos alheios. Tira tudo que tem e que produz. Tire tudo de sua vida maldita bruxa da escuridão. Ouse ter concentração e sossego para voltar a praticar astrologia. Não, ardendo no fogo dos impuros e perversos amparados pela lei ultrapassada, a bruxa aos poucos é consumida pelo fogo, devagar, estalando, sentindo a pele doer, encolhendo. Vai se transformar num pedaço de carne enegrecida. Morrerá aos poucos com o sofrimento que lhe impuseram. Está consumado.


Nada mais me resta. Não posso fazer limonada com limões queimados. Aliás, não dá pra fazer nada com carvão, a não ser comprimidos pro trato intestinal.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Arquétipo da bruxa


Arquetipicamente, a bruxa esteve e ainda prossegue estando no exílio do exílio — uma estranha mesmo entre estranhos.


Através da história, as bruxas têm se instalado no interior de todas as culturas, mas nunca francamente aceitas; elas têm representado estranhos papéis, sendo às vezes bodes expiatórios, comumente perseguidas, porém muitas vezes também procuradas como conselheiras, curandeiras ou em busca de consolo. Por meio da bruxa as pessoas encontram um elo com o mundo encantado, isto é, com uma realidade mágica que temem e desejam. Seguidamente temos de carregar a projeção de violentos anseios de outras pessoas, sexual ou psiquicamente, e algumas bruxas desempenham este papel, pois a natureza mágica pode ser mal-empregada, como qualquer outro poder.

Não acredito que possamos algum dia institucionalizar ou formalizar o culto às bruxas. Então, não seria mais feitiçaria. No entanto, creio que estamos maduras para uma volta às nossas raízes (dispersas?) em maior escala. Não vejo por que um grande número de pessoas não pode venerar a Deusa e o Deus, celebrando as estações, do modo como tenho descrito. Mas se fôssemos multidões, talvez não nos chamassem de bruxas (a não ser que tivéssemos imensas aptidões como lançadoras de feitiços, perdendo a estranheza arquetípica).

Mas o mundo dos meus sonhos é onde espero que algum dia chegaremos: o mundo da reconciliação.

Enquanto isso, como bruxas, podemos trabalhar magicamente, para ajudar o advento desse dia; mas temos um pé na terra das fadas e outro nos lugares onde vivem os miseráveis.

Somos os intrusos.

Por Rae Beth

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Sensitiva procurando casa para morar: complicado

UM SÍTIO ASSOMBRADO

Pela segunda vez visitei um sítio para comprar, afinal, bruxa deve morar longe de centros urbanos. O lugar é realmente lindo, mágico, com uma energia forte, pude sentir isso ontem. Seria uma nova opção de vida e de experiência mística, já que nunca morei no meio de mato. Mato assusta pra quem tem medo de bichos rastejantes. Respeito-os, mas prefiro que fiquem longe de mim. Sou alérgica a picada de mosquitos, mutucas e similares. Sou bruxa urbana. 

O local, de difícil acesso, na divisa entre Porto Alegre e Viamão, fica escondido na mata fechada, terreno em aclive com casa pequena e simples. Bugios passeiam pelas árvores. E o melhor de tudo, sem vizinhos!

Voltei para a casa pensando seriamente em encarar o desafio. Custei a dormir. Quando estava quase dormindo, ainda com televisão ligada, vi um rosto do meu lado, na altura da mesa de cabeceira: um negro bonito e imediatamente lembrei do sítio e pensei que ele deve ter vindo junto comigo. Não sei com que propósito, talvez tenha gostado de mim. Concluí que esse determinado lugar talvez não seja ideal, não para mim, pelo menos. Mediunidade ou paranormalidade interage facilmente com outras dimensões: eles acordam! No lugar fiquei tonta. O negro com certeza foi um escravo...

Segue a busca e eu captando energias de todos os lugares. 
Sítio abriga inúmeras memórias de batalhas e escravidão

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Halloween de 2013: festa a fantasia

Não participei, fiz meu ritual particular, mas os doces para as crianças do condomínio foram essenciais. Lamentei profundamente ao ver casas que simplesmente nem receberam os pequenos. Muito triste. Mal sabem eles o quanto a energia das crianças é boa, traz sorte e prosperidade.

Mas não passou em branco, apesar da energia densa e negativa de gente sem cultura ou sensibilidade. Não passou em branco, passou em negro! Depois não se queixem de doenças e má sorte!
Minha gata Tai Tai ajudando na distribuição dos doces, ninguém queria travessuras!

domingo, 24 de novembro de 2013

Meu retorno solar rodeada por gente especial


Cada um especializado em alguma especialidade ou estudo psíquico, mas todos nesse encontro no objetivo de aplicação dos imãs, curando pessoas com o biomagnetismo médico. A propósito, em janeiro de 2014 com novo curso. Obrigada a todos pela festa!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Reflexão sobre ser bruxa

"A verdadeira mudança implica total transformação do ser. A mudança leva a vida toda! Temos que tirar a máscara do cotidiano que usamos desde o dia do nosso nascimento". Florinda Donner, em Sonhos Lúcidos.


Nos últimos anos, tendo vivido as experiências do segundo retorno de Saturno - por situação que todos vão passar quando chegar sua hora, - tenho me questionado profundamente qual o objetivo desses "aprendizados". Como tenho Lua em Aquário não possuo a característica de aceitação nem resignação. Questiono tudo e discuto com os deuses e pergunto o que querem de mim, afinal.

Em várias postagens me intitulei "a mulher impedida de ser". E assim continuo me sentindo, "impedida de ser", quando a grande maioria das pessoas são impedidas de terem. Prefiro ser do que ter.

Reflito sobre as dificuldades que tenho encontrado nos dois últimos endereços. Todos dolorosos e cruéis por não terem sentido nenhum. Não me venha com esfarrapada justificativa de que é kármico. Karma uma ova! Como podemos saldar dívidas de outras vidas que nem sequer lembramos! Prefiro crer que aqui estamos porque pedimos sim antes do nascimento. Então nascemos em determinada hora, dia e local, com pais que pedimos para ter, e passamos pelas situações dolorosas porque pedimos para passar, pois precisamos sim evoluir. Precisamos crescer espiritualmente. E quem já está no caminho, precisa tornar-se impecável como bruxo.

Qual seria a minha próxima lição de impecabilidade, a aceitabilidade de que não mais posso viver em meio urbano, junto a pessoas que nada tem a ver  com a minha condição de bruxa. Bruxos vivem isolados, não porque querem, mas porque precisam.

Então, como não tenho escolha, e que o novo lugar onde morarei é longe do centro urbano, mas perto da natureza. No silêncio e solidão da mata fechada, poderei finalmente encontrar uma nova maneira de expressar minha verdadeira essência. Sem ser ofendida, ridicularizada e apontada como uma mulher sem noção, uma louca, batuqueira, vagabunda. No mato não serei afrontada nem mal-vista. Mas ainda não estou pronta, há conflitos internos que preciso resolver antes de decidir. Um floral, por favor!
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Curso de biomagnetismo médico em Porto Alegre

Em sua segunda edição, estará se realizando em Porto Alegre, RS, o segundo curso de biomagnetismo médico, aberto a todos os interessados, no próximo mês de janeiro de 2014, do dia 12 ao dia 18. O curso tem um investimento de um mil reais, podendo ser parcelado. Inclui apostilas e mais pares de magnetos. Mais informações pelo telefone (51) 9888.86.40, com irmã Maria Helena. Faça já sua inscrição.