Queimem a bruxa desgraçada, infeliz, impedida de ser normal e de ser bruxa. Queimem essa que vos escreve indignada por sentir os pés arderem no fogo começando.
Toca fogo nessa mulher infame que ousa quebrar regras e dar nome aos porcos. Queima a mulher que beija a bunda do Satanás no meio do mato.
Queima seu blog e gatos na mesma fogueira. Puna-a por ter coragem e ousadia de defender seu espaço sagrado, seus direitos de cidadania. Queime-a porque em protesto pelos galhos arrancados do pessegueiro foi apontada como louca e processada.
Queime na fogueira do preconceito e da ignorância, bruxa perversa. Queime com sofrimento de ter sua privacidade violada. Queima a bruxa pobre!
Risca o fósforo, senhor juiz de direito. Bota fogo! Google, segura o braço da autoridade, ajude!
Consuma na fogueira da discriminação. Seja a excluída agora pelo fogo das vaidades e dos egos alheios. Tira tudo que tem e que produz. Tire tudo de sua vida maldita bruxa da escuridão. Ouse ter concentração e sossego para voltar a praticar astrologia. Não, ardendo no fogo dos impuros e perversos amparados pela lei ultrapassada, a bruxa aos poucos é consumida pelo fogo, devagar, estalando, sentindo a pele doer, encolhendo. Vai se transformar num pedaço de carne enegrecida. Morrerá aos poucos com o sofrimento que lhe impuseram. Está consumado.
Nada mais me resta. Não posso fazer limonada com limões queimados. Aliás, não dá pra fazer nada com carvão, a não ser comprimidos pro trato intestinal.
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