Oe eguns confraternizaram com o bêbado e foram embora |
Inúmeras vezes o vi ir indo embora de casa. Uma figura com passos incertos e cambaleantes, sacola com roupas a tiracolo, fugindo para lugar nenhum. Certamente rodeado de figuras sombrias o empurrando para o próximo botequim para mais uma vez beber de graça.
Calças surradas, fundilhos caídos, camisa amarrotada, jaqueta desbotada, parecia um fantasma vivo, pronto para a morte iminente. Penso eu que o principal desafio dos viciados não é o vício, é querer se tratar. Cem por cento não o querem! Ou então o fazem para agradar a família, os filhos, o patrão. Pois, na realidade, lá dentro de si, de sua alma preferem o prazer efêmero da droga, do álcool, e do se deixar manipular pelo seu acompanhante já morto. Quando a crise chega a um extremo, colocam em risco sua vida, a vida dos outros, seu patrimônio, seu emprego, seu ganha-pão, ou senão vão preso por baderna ou violência nas ruas, então o jeito é a internação. Eis o segundo desafio. As clínicas são caras, o tempo lá é curto, alguns meses, um mês, um ano. Lá dentro tudo vai bem. De volta ao mundo real, tudo recomeça, com mais força e intensidade. Chamo isso de sobriedade para inglês ver.
Como não sou Inglês, a tua visão sobre esse novo assunto que aborda raramente em teu blog sensacional, já está embriagando aos vivos e aos mortos , que na minha opinião já deveria tê-los enterrados e não chamá-los sempre. Minha cabeça mudou desses tempos para cada, mas a doença continua dentro de ti, não faça isso contigo, não te magoe à toa, não entre em parafuso, porque sei que minha doença não tem cura, mas tem o chamado controle, espiritual, mental e minha força interna que me leva a acreditar que não sou mais o mesmo.
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